{"id":233,"date":"2018-04-12T15:53:12","date_gmt":"2018-04-12T18:53:12","guid":{"rendered":"https:\/\/copema.com.br\/blog\/?p=233"},"modified":"2023-01-04T16:03:40","modified_gmt":"2023-01-04T18:03:40","slug":"a-reinvencao-da-roda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/copema.com.br\/blog\/a-reinvencao-da-roda\/","title":{"rendered":"A reinven\u00e7\u00e3o da roda"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Falar sobre a arte de Wim Delvoye e\u0301 tambe\u0301m uma discussa\u0303o de primazia. Afinal, e\u0301 sua obra que choca ou e\u0301 o choque que a gera?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Autodeclarado explorador de bizarrices e conhecido pelos porcos tatuados com imagens famosas e que ele cria hoje em uma fazenda na China, apo\u0301s uma se\u0301rie de liti\u0301gios na Europa com o conglomerado LVMH \u2013, o artista tem tambe\u0301m um lado soft, cultivado em objetos que ele resgata e reinventa com leveza.<\/p>\n<p><\/span>Ale\u0301m de entusiasta da tecnologia em seus projetos mais ambiciosos, como transformar a carcac\u0327a de ac\u0327o de um caminha\u0303o em um enorme arabesco, Delvoye e\u0301 tambe\u0301m um defensor do lugar da habilidade manual na arte contempora\u0302nea.<\/p>\n<p>Os botijo\u0303es de ga\u0301s reposicionados como arte, que estrearam no fim dos anos 1980, foram pintados em trac\u0327os finos para evocar as porcelanas ti\u0301picas da burguesia europeia nos se\u0301culos 17 e 18. Os pneus, em uma se\u0301rie conti\u0301nua que comec\u0327ou em 2007, te\u0302m seus padro\u0303es delicados talhados a\u0300 ma\u0303o e transformam-se em canvas ao estilo art de\u0301co, com florais, frutas e outros trac\u0327os ornamentais.<\/p>\n<p>Assim, o artista prolonga a vida de objetos que eram ate\u0301 enta\u0303o puramente funcionais, ao mesmo tempo em que os mante\u0302m reconheci\u0301veis e provoca reflexo\u0303es. Nas palavras do filo\u0301sofo e conterra\u0302neo Willem Elias, ao confrontar dois contextos desconectados em uma so\u0301 obra, como um botija\u0303o e porcelana, o artista produz uma versa\u0303o atual da te\u0301cnica de trompe l\u2019oeil: \u201cEle trai os olhos do espectador ao forc\u0327ar a comparac\u0327a\u0303o entre imagens de dois ou mais mundos, ate\u0301 que o espectador na\u0303o saiba mais o que esta\u0301 vendo\u201d.<\/p>\n<p>Estudioso da arte europeia e cri\u0301tico de sua ordem geopoli\u0301tica, Delvoye aplica nessas pec\u0327as sem valor alguns dos temas benquistos do continente, que lembram seus momentos a\u0301ureos de influe\u0302ncia global e que contrastam com sua situac\u0327a\u0303o atual de decade\u0302ncia econo\u0302mica e incerteza social. Questionado pela revista Bing 05 se suas metades arti\u0301sticas poderiam ser uma so\u0301, Wim foi direto. \u201cTudo que e\u0301 bom na arte e\u0301 \u2018inu\u0301til\u2019. O ornamento, ate\u0301 certo ponto, tambe\u0301m e\u0301 uma forma de detrito\u201d, conclui. Mais um toque de provocac\u0327a\u0303o, so\u0301 para na\u0303o perder o costume. <a href=\"http:\/\/www.wimdelvoye.be.\/\"><b>www.wimdelvoye.be.<\/b><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falar sobre a arte de Wim Delvoye e\u0301 tambe\u0301m uma discussa\u0303o de primazia. Afinal, e\u0301 sua obra que choca ou e\u0301 o choque que a gera? 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