Quando a taxa Selic aumenta ou diminui, o comportamento de outros indexadores, como o IPCA e o CDI é influenciado.

Quando a taxa Selic aumenta ou diminui, o comportamento de outros indexadores, como o IPCA e o CDI é influenciado.

Ou seja, é extremamente importante reconhecer a movimentação da taxa e saber como utilizá-la para você render mais dinheiro.

Desde sua criação, em 1986, a taxa Selic chegou em 2019 no seu menor resultado, hoje com 4,5%. Continue a leitura e entenda tudo sobre essa taxa influenciadora!


O que é taxa Selic?

Sistema Especial de Liquidação de Custódia. Esse é o termo completo da sigla que registra todas as operações relacionadas aos títulos escriturais do Tesouro Nacional. Boa parte destes ativos é comprada pelos grandes bancos que, por sua vez, são obrigados a direcionar uma porcentagem de seus depósitos a uma conta do Banco Central.

A partir desta transferência, o BC impõe que os bancos devem fechar o dia com o caixa equilibrado para evitar excesso de dinheiro em circulação, controlando a inflação.

 

Histórico e evolução da Taxa Selic

Esta taxa está intimamente ligada aos momentos econômicos do Brasil por ser o parâmetro de controle do consumo e dos preços dos juros.

Em 1996, a taxa Selic substituiu a Taxa Referencial (TR) e entrou com foco no controle da hiperinflação. Desde então, desempenha essa e outras funções em relação ao dinheiro.

Conforme a tabela abaixo (retirada do Banco Central, Outubro de 2019), a taxa Selic atual é a mais baixa da história, 4,5%. Desde 2015, ela iniciou um movimento de subida até sofrer a primeira queda em outubro de 2016. Perceba que estes índices refletem a situação econômica que o país viveu. O pico da crise aconteceu entre os anos de 2015 e 2016, mas a partir da mudança de governo, houve uma série de reformas junto ao ajuste dos índices para permitir a retomada das atividades. E, no final de 2016 e durante 2017, a taxa Selic sofreu vários cortes conforme o Brasil dava sinais de saída da crise econômica.