Voar sempre foi um sonho humano. Desde Ícaro, que na mitologia grega construiu asas para que pudesse voar, chegar próximo às nuvens está entre os desejos do homem. Ao longo dos anos, foram muitas tentativas até que um brasileiro, Alberto Santos Dumont, concretizasse esse desejo.


Nascido em Palmira (hoje rebatizada com seu nome), interior de Minas Gerais, em 1873, mudou-se com os pais ainda criança para Ribeirão Preto, onde desde cedo já deixava claro seu fascínio pelas máquinas e o sonhou de criar algo no qual o homem pudesse voar controlando seu próprio curso.




Aos 18 anos, mudou-se para estudar na França e foi lá, mais propriamente em Paris, onde construiu seu primeiro balão, chamado “Brasil”. Com apenas 15 quilos, o balão ganhou altura, mas dependia do vento para se movimentar.  


O primeiro de uma série de dirigíveis motorizados construídos por ele foi o "nº1" que, em 20 de setembro de 1898, ganhou altura, chegando a 400 metros e retornando ao mesmo ponto de partida!


Os estudos evoluíram. O balão "nº3" já possuía um motor a gasolina e, em 1901, Santos Dumont conquistou o Prêmio Deutsch, quando um voo contornou a Torre Eiffel com o seu dirigível nº 6.




Já consagrado, começou a transportar pessoas nos voos até que, em 23 de outubro de 1906, com o famoso "14 Bis", realizou um voo de 60 metros.


Dois anos depois, Santos Dumont construiu o "Demoiselle", cujo desenho serviria de modelo a todos os projetistas que se seguiram. Em 1910, doente, resolveu voltar ao Brasil.




Decepcionado com o uso de sua invenção para a guerra, morreu em 23 de julho de 1932, no Guarujá, entrando definitivamente para a história como o "Pai da Aviação".