Depende de quem consome...

Jalapeño, Pimenta-de-cheiro, Pimenta-de-bode, Cumari-do-Pará, Malagueta, Dedo-de-moça, Murupi, Biquinho e Cambuci ou Chapéu de frade.
Essas são algumas das pimentas mais conhecidas no Brasil, utilizadas especialmente na culinária dando mais sabor aos pratos.

Além de enriquecer o sabor da comida, as pimentas podem fazer bem para quem as consomem. Elas são apontadas como benéficas para o organismo porque possuem atividades antimicrobiana, anti-inflamatória, anticancerígena, melhoram a digestão, diminuem os níveis de colesterol e, por ter efeito termogênico, ou seja, acelerar o metabolismo, podem até mesmo ajudar no emagrecimento!




Mas nem todas as pimentas são benéficas. Para ter um efeito positivo no organismo a pimenta precisa ser do gênero Capsicum, que é aquele cujos frutos mais conhecidos são as variedades doces (pimentos ou pimentões) e as picantes (pimentas).

Essas pimentas não têm qualquer relação botânica com a pimenta-preta, também chamada pimenta do reino, pimenta-redonda ou pimenta-em-grão.

A melhor maneira de comer a pimenta é fresca. Assim, todos os nutrientes do fruto são mantidos. As versões na forma de molho, de conservas, de geleia, páprica, desidratada e dessecada também são opções, porém parte dos nutrientes, especialmente as vitaminas, podem ser perdidas no processo.

As pimentas ardem porque possuem as chamadas capsaicinóides, substâncias que não têm cheiro nem sabor, mas estimulam as células nervosas da boca, produzindo aquela sensação de ardor, como se a boca estivesse pegando fogo.




As capsaicinóides são produzidas por glândulas localizadas nas placentas das pimentas, aquele tecido branco onde ficam as sementes. A temperatura de cada espécie desse fruto depende da concentração de capsaicinóides que ela possui.

A Unidade de Calor Scoville (SHU) mede o ardor das pimentas. O nome é em homenagem ao farmacologista Wilbur L. Scoville, pioneiro na medição do poder de fogo desse condimento.

O SHU de cada pimenta é obtido após testes bioquímicos em máquinas com líquidos de alta pressão. Atualmente, a pimenta mais ardida do mundo é a Trinidad Scorpion Butch T, desenvolvida por uma empresa australiana em 2011, que atinge a marca de 1,1 milhão na escala SHU - para efeito de comparação, a brasileira popular malagueta atinge cerca de 200 mil SHU!