Em um ano atípico, marcado pela pandemia do novo coronavírus, o mercado imobiliário brasileiro cresceu quase 10% em 2020, impulsionado por juros baixos e uma política de incentivo à compra.

Segundo dados da CBIC | Câmara Brasileira da Indústria da Construção, no ano passado foram vendidas 189.857 unidades, um aumento de 9,8% em relação a 2019.

"O resultado final foi muito positivo. Os números de 2020 foram superiores ao que imaginávamos que poderia acontecer no começo da pandemia", avaliou o presidente da CBIC, José Carlos Martins. "O resultado das vendas de imóveis é extremamente significativo. A maioria dos setores teve queda no ano passado".

Ainda de acordo com o levantamento da CBIC, o quarto trimestre de 2020 as vendas chegaram a 57.968 unidades, uma alta de 6,7% ante o mesmo intervalo de 2019 e recorde desde o início da pesquisa, em 2016.

Por outro lado, houve um recuo nos lançamentos no ano passado: um total de 151.782, queda de 17,8% em relação a 2019. Esse resultado pode ser explicado por muitos projetos adiados por conta das restrições para o funcionamento do comércio e as incertezas econômicas.

E para 2021 a expectativa também é otimista. A CBIC prevê que o PIB da construção cresça 4,5% neste ano - a maior variação desde 2013.

Na mesma linha, o Secovi-SP (Sindicato da Habitação) espera um aumento nas vendas entre 5% e 10%.