Por Alberto Luis Delbon da Silva (alberto@tabeliao.com.br) *


Bastante praticado por criminosos cibernéticos, que têm como motivação, muitas vezes, o simples fato de provar a violabilidade de um sistema (Art. 171 – Estelionato, combinado com Art. 299 – Falsidade Ideológica, ambos do Código Penal).

Neste artigo quero falar de forma específica sobre o roubo de identidade para se obter informações confidenciais para o cometimento de alguma fraude por esses criminosos, chamados de “Engenheiros Sociais”.



Não apenas de forma eletrônica, esse crime pode dar início de uma maneira bem simples. Imagine que você tenha perdido seus documentos pessoais. Pronto! Você acaba de entregar numa bandeja a sua vida inteira.



Outra situação em que você pode expor a sua identidade e seus dados: no lixo... Isso mesmo, naquele saco preto onde se tem matéria orgânica, reciclável, mas também seu nome, telefone, documento de identidade, CPF, endereço, etc.



Os Engenheiros Sociais encontram no lixo a fonte mais rica de informações.


No lixo de uma empresa, por exemplo, são encontrados, nomes dos funcionários, telefones, emails, cadastro de clientes e fornecedores. Tudo isso, aliado à desatenção, pode se transformar em um ataque à empresa com emails do tipo “phishing”, com anexos ou links que uma vez abertos dão permissão para o hacker realizar o quem quiser.


Ou ainda, o Engenheiro Social pode se passar por alguém de confiança para conseguir acesso ou coletar informações muitas vezes sigilosas.



A dica é: cuide bem do seu lixo para dificultar a leitura de conteúdos impressos com seus dados! Ao invés de amassar o papel, rasgue, picote, fragmente. Cartões, mesmo vencidos, devem ser quebrados ou cortados com uma tesoura, danificando chip e assinaturas.


Tenha consciência de que o descarte não lhe trará prejuízos nem dor de cabeça.



Desconfie de ligações cujo interlocutor queira confirmar seus dados, mesmo que ele se identifique como funcionário daquele banco que você tem conta – lembre-se que o criminoso pegou seus dados no lixo, talvez só falte pra ele o código CVV do seu cartão pra ele fazer umas comprinhas.



Uma resposta que eu sempre uso quando me ligam para atualizar meus dados bancários: “pode deixar que eu vou na agência fazer isso, estou precisando mesmo falar com o gerente”.

 

* Alberto Luis Delbon da Silva é Escrevente Autorizado no 4º Tabelião de Notas de Ribeirão Preto-SP, bacharel em Direito, Gestor de Recursos Humanos e Auxiliar da Justiça – Perito Grafotécnico.