Muitas vezes esquecidos no fundo de gavetas ou pastas, para algumas pessoas eles não passam de pedaços de papel. Outras, porém, são capazes de fazer verdadeiras loucuras por eles: são os apaixonados por selos! Ou, como preferem ser chamados, os filatelistas.


O engenheiro Reinaldo Macedo é um deles. Ex-presidente da Federação Brasileira de Filatelia (Febraf) e atual vice-presidente da Federação Internacional de Filatelia (FIP), chegou a fazer uma viagem 'bate e volta' para Nova Iorque apenas para participar de um leilão de selos.

Colecionador desde a infância, Macedo conta que em dezembro do ano passado deu carta-branca para que um amigo arrematasse em outro leilão um telegrama de natal, independente do valor. "Estava fora do Brasil e queria muito aquela peça, mas para minha surpresa ele me disse que não havia conseguido comprá-la. Fiquei muito chateado", relembra.


A surpresa chegou no Natal: o telegrama havia sido comprado pela esposa do colecionador, que o presenteou com a peça. "Passado o susto posso dizer que o presente foi muito legal e desejado".

Alguns, mesmo não poupando esforços por suas coleções, preferem guardar essas histórias junto com seus álbuns de selos. "Melhor deixar isso pra lá", brinca o advogado José Roberto Marques. Promotor de Justiça aposentado, ele coleciona selos das temáticas Santos Dumont e Zeppelin. "Tenho uma admiração especial por Santos Dumont e os selos Zeppelin circularam em um período curto e em poucos países, por isso a escolha".



Ainda que possam parecer desnecessários e obsoletos em plena era digital, em que aplicativos, celular e emails encurtam as distâncias, os selos ainda têm seu espaço não só entre os colecionadores, mas também como investimento.

Em matéria recente, a Forbes listou 10 países onde a filatelia é mais lucrativa que a Bolsa de Valores (acesse o texto na íntegra em https://forbes.uol.com.br/listas/2018/06/10-paises-onde-a-filatelia-e-mais-lucrativa-que-a-bolsa/).