Todo mundo já leu ou ouviu dizer que agosto é o "mês do cachorro louco".

Uns dizem que é motivo é a maior quantidade de cadelas no período fértil durante esta época, o que deixaria os cães mais propensos a brigas para conquistá-las. Outros associam a data ao início das Primeira Guerra Mundial, em 1914, e outras tragédias, como o lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, em 1945. Seja lá qual o motivo, agosto é quando acontecem em todo o país campanhas de vacinação contra a raiva animal, doença que acomete mamíferos, especialmente cães e gatos, e que pode ser transmitida aos homens.

Em alguns países a raiva humana está erradicada e a nos animais doméstico a doença está controlada, embora ainda seja realizada vigilância epidemiológica em função dos animais silvestres. No Brasil, o principal transmissor da raiva ao homem é o cão. A transmissão ocorre quando o vírus da raiva existente na saliva do animal infectado penetra no organismo, através da pele ou mucosas, por mordedura, arranhadura ou lambedura, mesmo não existindo necessariamente agressão.




Os principais sintomas da raiva nos animais são:

- Dificuldade para engolir
- Salivação abundante
- Mudança de comportamento
- Mudança de hábitos alimentares
- Mudança de hábitos
- Paralisia das patas traseiras

Além disso, nos cães o latido torna-se diferente do normal, parecendo um "uivo rouco", e os morcegos, com a mudança de hábito, podem ser encontrados durante o dia, em hora e locais não habituais. 

A raiva é uma zoonose, doença que pode ser transmitida aos homens por animais, causada por um vírus mortal. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2018 foram registrados 11 casos de raiva humana no Brasil, sendo um deles em Ubatuba, no litoral norte paulista. Então, se você tem um animal doméstico previna-se e cuide da saúde do seu bichinho: leve-o ao veterinário de confiança ou a um dos vários postos de vacinação que são disponibilizados gratuitamente!

Podem ser imunizados bichos domésticos a partir dos três meses de vida.